Render-se à ruína?

“Eu não me ajoelho para ti. Eu me ajoelho para toda a miséria humana”.
(Raskólnikov)
 

Como é possível arruinar uma vida? Por que se acusa de arruinar uma vida, quando nunca se quis nada assim? O que é arruinar a vida de alguém? Como destruir o mais fundo de um sentimento? O que é arruinar a vida de alguém?

E pior: sem querer…

Ter pena de alguém. Daquele canalha. De quem ele engana. Dos que o cercam. De quem não se tem respeito. De quem não vale o ar que se respira, a dor que se tem no estômago… Para quem não se vale olhar para trás. Diferente -parece- é ter perdão. Recuar, mas voltar reatando laços, fortalecendo-os.

Mas como, sem querer, se arruina a vida de alguém? Como se pode? Como se faz isso? Por que se faz isso? A existência não torna livre? Quem nunca quis arruinar, destruir… tentara ser em demasia?

É culpa do livre-arbítrio, com o qual não se é capaz de escolher? É culpa de quem arruina? Única e esclusiva? Há ruína?

Se é sujeito? Oculta-o!?

Por que destruir? Como se destrói? É uma relação sujeito e objeto? Quem não é sujeito? Quem é objeto? Quem é sujeito? Quem não é objeto?

Como se destrói a vida de alguém? Suplico: sem querer, ainda, como se faz isso?

Das mínimas aforísticas e eloquentes: certas coisas desaparecem para sempre, mas, às vezes, nunca têm a chance de terminar!

Levar à ruína vale a redenção?

Mas a ti ou à miséria?

E ruína de quem?

Como é possível…?

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Sobre Guilherme Zocchio

Jornalista.
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