Ocupando um (velho) novo terreno

Ainda acho um pouco estranho esse meu novo espaço. Tentei emplacar algo no fim do ano passado, mas, acredito, faltava algo para abrir essa nova janela. Receios batiam  sobre este blog: se o nome era adequado, se poderia manter algum foco, se haveria de aparecer -como pode acontecer logo- algum ser odioso…

Tudo era desculpa esfarrapada para me afastar, no entanto, de uma das coisas que mais gosto e de um dos motivos que mais me motivaram a fazer jornalismo: escrever. Seja um artigo, seja uma crônica, seja uma nota de rodapé da introdução de um livro de bolso, o ato de organizar as palavras, domá-las, enfrentá-las é o que me apatece. Redescobrir o prazer de fazê-lo, portanto, resgata de certa forma uma auto-confiança perdida, e menos intimidadora também.

Pode parecer, entretanto, que se passa aqui mais um prenúncio do vazio que, há o risco, poderá seguir. Mas o próprio ímpeto desse texto é a negação do vazio: não para encher espaço simplesmente, contudo para manter, nessa série de adversões, o bom hábito de escrever. Tomo dessas oposições logo uma condição: se me parece estranho, é porque ainda não me apropriei de fato daqui — coisa que, como cada palavra que pensada sucede a outra, começo desde já.

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Sobre Guilherme Zocchio

Jornalista.
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