STF condena réus do mensalão. Mas o que fez aos corruptos torturadores e assassinos?

Nada diminui o que houve com o mensalão petista, mas, enquanto muita gente e setores da imprensa comemoram a condenação a 10 anos e 10 meses de prisão a Zé Dirceu e outros réus, o mesmo Supremo Tribubal Federal (STF) que conduziu o julgamento do esquema concedeu e -ainda- mantém a anistia a uma infinidade de torturadores, assassinos e políticos criminosos -também corruptos- que atuaram no interior do regime durante o período de ditadura, de 1964 a 1985, com a égide e as armas do Estado.

Alguns desses indivíduos continuam vivos e em atividade até hoje, embora tenham sido colocados em evidência pelos esculachos populares, neste ano, puxados em grande parte pela articulação de setores da juventude brasileira. São nomes como José Maria Marin, atual presidente da CBF; Dulene Aleixo Garcez dos Reis, militar aposentado do exército; Harry Shibata, médico legista que assinou os laudos do assassinato de Vladimir Herzog, e uma infinidade de outras pessoas que estão sendo protegidas pela anistia.

Há os que acreditam que, com o julgamento dos ‘corruptos do mensalão’, teremos, de agora em diante, justiça. Balela de idiotas… Muita coisa pior já aconteceu, continua e poderá continuar acontecendo, resultado desse pacto de silêncio ante a falta de um julgamento devido, para além de só corrupção, mas da própria violência do Estado brasileiro.

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Sobre Guilherme Zocchio

Jornalista.
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