Belchior, como um pai

Tinha em Belchior um amigo, um companheiro, nos dias tristes… Não importa quando ou como, ele estava lá, nas suas músicas, com um verso de alento, um conselho nas letras, um refrão de acolhida.

Recordava-me a dor das repetições, quando a vida ia mal: “Perceber que, apesar de termos feitos tudo o que fizemos, ainda somos os mesmos.”

Há não muito tempo, não muito longe daqui, foram as “Paralelas” de Belchior que seguiram ao meu lado, em cada luz de mercúrio, praças, viadutos…

É estranho pensar que alguém que eu nunca conheci, na verdade, partiu. Parece que eu ainda teria chance de agradecê-lo por essas breves companhias quando ouvia suas canções.

Belchior, morremos no ano passado. Mas esse ano eu não morro. Nem você: continua lembrando que, talvez, eles venceram e, de fato, ainda há perigos na esquina. Mas você disse e continuará a dizer, Belchior: o novo sempre vem.

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Sobre Guilherme Zocchio

Jornalista.
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