Arquivo da categoria: Crônicas

Revisitado

Às vezes, queria reescrever alguns textos. Como se, ao traçar sobre aqueles papéis já rabiscados, pudesse entrelaçar as palavras, e os afetos, de outrora, resolvendo um impasse entre linhas do passado e do presente. Buscaria, em antigos caracteres, sinais de … Continuar lendo

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O texto outro da madrugada

Sentada, vira a papelada sobre a mesa. Flap. Toma uma folha em mãos. Flap, flap. Observa. Devolve o papel e começa a digitação. Os dedos dançam em cima do teclado, movidos pelo ritmo do raciocínio. Tec, tec, tec. Na tela … Continuar lendo

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Belchior, como um pai

Tinha em Belchior um amigo, um companheiro, nos dias tristes… Não importa quando ou como, ele estava lá, nas suas músicas, com um verso de alento, um conselho nas letras, um refrão de acolhida. Recordava-me a dor das repetições, quando … Continuar lendo

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Bella Ciao e a luta contra a reforma da Previdência

No final do século 19, camponeses italianos costumavam cantar uma música que falava das duras condições de trabalho no campo: “Bella Ciao”, de autoria desconhecida. Mais tarde, durante a Segunda Guerra Mundial, a canção foi adaptada e se tornou um … Continuar lendo

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Das peças que o desejo prega, ou da arte de inventar escritores

Vem cá, disse-me n’outro dia um amigo meu. Ele precisava de conselhos, saber como lidar com as contingências da vida. Queria certificar-se de que não estava enganado, a hora, pois, era dessas em que não se sabe muito o que está … Continuar lendo

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(sem título)

. Esta história acabou. E, constatado isso, começo por um ponto final. Inicio por onde um texto deveria terminar, escrevo um prelúdio que, a princípio, pode soar como paradoxo. Não o é, contudo. As mesmas palavras, o mesmo aforismo, com … Continuar lendo

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O legado do nome de Umberto Eco

“Like the pine trees lining the winding roads / I’ve got a name, I’ve got a name / Like a singin’ bird and a croakin’ toad / I’ve got a name, I’ve got a name” (‘I Got a Name’, Jim … Continuar lendo

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